domingo, 27 de agosto de 2017

Origem da Polenta


A Polenta, nome de origem latina, de "pollen, que significa flor de farinha, é um alimento muito antigo, anterior ao surgimento do pão. Conhecida à época do Império Romano, não com farinha de milho, como hoje a preparamos, mas sim com grãos esmigalhados de fava ou de farro. Este, um cereal semelhante ao trigo, porém de consistência bem mais dura.

    Consta que o cultivo de grãos começou no Egito há 6000 anos. A princípio eram ingeridos sem qualquer processamento, e depois eram transformados em farinhas, por um um processo rudimentar: eram triturados entre duas pedras em movimentos rotatórios. Adicionados à água, a massa obtida era colocada sobre pedras aquecidas.



       Atribui-se, porém, aos romanos o pioneirismo no consumo da polenta. Preparavam um prato denominado "pultem", com grãos de farro esmagados e cozidos com água, de consistência mole, o qual temperavam com queijos, carnes ou molhos diversos. Já os cartagineses a temperavam com mel, ovos e queijos.

    Data de 1300 um manuscrito que descreve uma "torta de farro" parecida com a nossa polenta: temperada com leite, toucinho e queijo e gratinada em recipiente coberto. Do século seguinte há o registro de uma receita que aconselha a cozinhar a farinha de farro em caldo de carne e temperá-la com gordura de porco, queijo, carne, açúcar, ovos e açafrão.

A Culinária Romana

    Com o esfacelamento do Império Romano e a invasão dos bárbaros, a polenta continuou a ser consumida, o que persistiu por toda Idade Média. A alimentação medieval baseava-se na culinária romana e a polenta se constituía na base de toda alimentação. Constante na mesa dos camponeses, muitas vezes como único alimento, era também um dos pratos mais usados pelos nobres, principalmente em grandes banquetes, por ser um ótimo acompanhamento de carnes e aves selvagens, muito apreciados à época, dada a grande fartura.

    Era preparada com grãos de cevada, aveia, arroz e outros cereais. Foi somente depois da descoberta da América, com a difusão do milho pela Europa, no Século XVI, que a polenta passou a ser também preparada a partir do milho. Havia porém uma região Italiana, a Friuli Venezia Giulia, que em 1550 já conhecia a polenta de farinha de trigo amarela. Por esse motivo, essa região tornou-se a verdadeira pátria da polenta .

    Na Itália, tradicional na região norte, onde é preparada freqüentemente com ervas aromáticas, a polenta perdeu a característica de cozinha simples e popular. Preparada com condimentos delicados e molhos tradicionais, é ótima para ser servida com acompanhamentos variados, desde embutidos (presunto, lingüiça, mortadela...) carnes, queijos até cogumelos e ostras. Em Cremona, cidade da região da Lombardia, a polenta é famosa por receber molhos deliciosos enobrecidos com ervas aromáticas como a hortelã, ou numa receita clássica que leva "lumache" (escargots) misturados a uma porção de cogumelos secos.

    Há uma diversidade de farinhas com que se pode fazer polenta, mas nada mais tradicional que a de farinha de milho. Para fazer uma polenta de consistência normal, use um litro e meio de água para meio quilo de fubá, sal a gosto e uma colher de azeite. Aumente a quantidade de água, se preferir uma polenta menos consistente. Estas quantidades são aproximativas, regra geral é necessário maior quantidade de água quando se usa farinha velha.
http://www.italiaoggi.com.br/gastronomia/saibamais/ita_gastro_saibamais02.htm


A polenta como conhecemos hoje é feita de farinha de milho e tem origem italiana, mas não foi sempre assim.  Na antiguidade do Egito, Grécia, Itália, entre outros, a polenta era feita de outros tipos de farinhas, como trigo ou aveia.  Era uma mistura cozida na água resultando em um mingau de consistência mais rígida.  No antigo império romano era o prato mais consumido e como o período medieval manteve essas características a polenta acabou se tornando a base alimentar da época.
Somente com a chegada de Cristóvão Colombo no final do século XV, retornando da América, a Europa conheceu o milho. Na Itália o milho começou a ser cultivado ao norte onde a polenta passou a ser feita como conhecemos hoje, com a farinha de milho.
Na segunda guerra mundial, onde a escassez de alimentos era uma realidade e o racionamento necessário, o alto valor nutritivo e a facilidade do cultivo e estocagem do milho fizeram da polenta uma das principais fontes de alimento na Itália dessa época.
Com a imigração italiana para o Brasil, por volta de 1870, a polenta também chega por aqui onde permanece até os dias de hoje, nos proporcionando desfrutar desse maravilhoso prato da gastronomia internacional.
http://www.companheirosdoverde.com.br/cdv/index.php?option=com_content&view=article&id=307:a-historia-da-polenta&catid=42:gastronomia&Itemid=60


Polenta é um alimento típico da culinária Italiana, mas que tem amplo uso e aceitação em diversos países, como Argentina e o Brasil. Sua base é a Farinha de Milho.[1][2]
Antes da chegada de imigrantes italianos, já se consumia no Brasil uma forma de polenta de milho denominada angu que pode ter a consistência de uma polenta firme ou cremosa, mas que nunca era grelhado ou frito. Existe na Ilha da Madeira um prato típico muito parecido, as papas de milho, que é consumido logo depois de cozido a acompanhar peixe, ou então frito, a acompanhar a espetada madeirense de carne de vaca.
A polenta tem origem na região norte da Itália. Constituía a base alimentar (o prato mais consumido) da população e dos legionários romanos. Era feita principalmente de farinha de aveia, mas podiam ser utilizadas farinhas de outros cereais como o trigo.
Pouco depois da chegada dos espanhóis ao Caribe em 1492, o milho foi introduzido na Europa. Na Itália, o milho passou a ser cultivado primariamente no norte, onde as chuvas são abundantes. A partir de então é que a polenta passou a ser feita de farinha de milho.
A polenta de milho tornou-se o principal prato nas regiões de Veneza e Friuli, onde passou a substituir o pão (feito com trigo) e o macarrão. Inicialmente restrita a essas regiões, em pouco tempo a polenta passou a dominar todos os aspectos da culinária italiana.
Sua textura varia bastante, de firme nas regiões de Veneza e Friuli a cremosa na região de Abruzzi. A polenta sempre foi feita da mesma forma: com bastante esforço e paciência, misturando a pasta de milho em caldeirões de cobre, aquecidas sob o fogo.
Pode ser servida mole, dura, grelhada ou frita. Pode ser recheada com uma miríade de molhos ou outros ingredientes, acrescentados enquanto ela ainda está mole.
Antigamente considerada "comida de pobres", a polenta hoje é usada em diversas casas e restaurantes, sem essa conotação.
Recentemente, a indústria alimentícia lançou polentas pré-preparadas, para serem feitas em refeições instantâneas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Polenta


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