sábado, 2 de agosto de 2014

Domínio da enogastronomia pode diferenciar os bons chefs e sommeliers

O mercado enogastronômico está crescendo depressa no Brasil e os profissionais que dominarem os dois segmentos: gastronomia e enologia se destacarão em suas áreas. A avaliação é do sommelier Álvaro Cézar Galvão. O profissional entender de técnicas de preparo culinário e quais as melhores combinações são os conhecimentos necessários para a criação do cardápio harmonizado com a carta de vinhos.
Há 15 anos, o sommelier abandonou os cálculos como engenheiro e se lançou ao mundo do vinho que ele mesmo se encarrega de definir como lúdico. Atualmente é consultor nas áreas de gastronomia, enogastronomia, bebidas fermentadas e destiladas e turismo do vinho. E um pouco da sua experiência ele divide pelo blog “O engenheiro que virou vinho”.
Para quem almeja ingressar no segmento enogastronômico Galvão sugere adquirir todo o conhecimento possível sobre o preparo, o tempero, a cocção até chegar à harmonização. “Faz toda a diferença ao elaborar um prato e ao servi-lo saber com qual vinho se deve harmonizar. Ajuda na confecção da carta de vinhos e do cardápio”.
Galvão diz que existem duas maneiras imprescindíveis de aumentar os conhecimentos: “Litragem” e viagens às regiões vinícolas. E alerta que atuar com vinhos nacionais ou importados exige a mesma preparação, estudo e conhecimento. Para ele, a diferença é que poucos profissionais conhecem a fundo os vinhos brasileiros, pois os pequenos produtores que possuem bons rótulos geralmente não chegam aos grandes centros.
Quanto ao seu vinho do momento Galvão recomenda El Guapo da Viña Las Niñas.  É um blend de Cabernet Sauvignon, Carmenère e Merlot do Vale do Colchagua (Chile).

E seu livro do momento é o Atlas Mundial do Vinho de Jancis Robinson e Hugh Johnson, dois grandes profissionais da área. Na verdade é um livro de cabeceira para quem quer ampliar seus conhecimentos.