segunda-feira, 30 de junho de 2014

Diário de Viagem: 05/02/14 - O Vídeo

Aqui um pequeno vídeo das minhas visitas ao Douro: Quinta do Côtto, Quinta do Vallado, Wine & Soul e Quinta do Crasto. Vários lugares lindos...





domingo, 29 de junho de 2014

Diário de Viagem: 05/02/2014 - 16o. dia em Portugal



Essa é uma foto do restaurante do CS Vintagehouse no Douro. Muito bom hotel, vale a pena se hospedar.



Fiquei muito impressionada com a região do Douro, vocês poderão ver as fotos. É difícil entender como as pessoas descobriram que era possível produzir bons vinhos naquele local. Muitas montanhas, terreno íngreme, solo rochoso. Fico imaginando quando iniciaram o trabalho, sem máquinas, equipamentos ou caminhões. Temos que prestar atenção quando provamos os vinhos pois mesmo nos dias de hoje é um trabalho complicado.




Cheguei cedo à Quinta do Côtto, uma das vinícolas mais antigas da região. A construção remonta o início do século XVIII, com alguns vestígios de construções que haviam dos séculos XV e XVI. Na verdade também são encontradas ruínas da Idade Média, antes da fundação da Monarquia em 1140.
A quinta produzia vinhos para consumo da família e em 1932 depois da devastação da filoxera iniciaram a produção voltada para comercialização de vinhos tintos e brancos do Douro, e alguns Porto Vintage, utilizando métodos de vinificação modernos para a época.
Miguel Champalimaud em 1976 assumiu a produção com o estabelecimento do conceito de Vinhos de Quinta, difundindo o conceito na enologia portuguesa.



A vindima da quinta é feita à mão, com 100 hectares de vinha, algumas com mais de 100 anos.
Degustei alguns vinhos e o Côtto Grande Escolha só é produzido nos melhores anos.



Os vinhos podem ser comprados na Mistral.


Tenho que agradecer muito à Mafalda, enóloga da Quinta. Com 26 anos é a responsável por manter a qualidade dos vinhos. Nesse dia ela teve muitos contratempos, mas conseguiu um tempo para me atender. É muito bom encontrar uma mulher tão nova em um cargo de tanta responsabilidade.



Saí de lá e fui para a Quinta do Vallado, um local lindo, com hotel e restaurante onde é possível se hospedar e degustar bons vinhos e azeites da vinícola.




Vale a pena fazer a visita, eles estão preparados para o enoturismo. Uma pena que tivemos um contratempo, o dono da vinícola ia me receber e eu poderia descrever melhor tudo o que conheci, mas nos desencontramos. Mesmo assim os vinhos são muito conhecidos no Brasil pois eles fazem parte dos Douro Boys, e seus vinhos são bem gostosos. A importadora que traz os vinhos para o Brasil é a Cantu.






Em seguida me encontrei com Vasco Coutinho da Wine & Soul. Aqui tenho que lhe agradecer muito pois foi ele que possibilitou minhas visitas à região do Douro, sem ele eu não conseguiria conhecer esse local fantástico.




A empresa pertence à Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, ambos enólogos e casados. Resolveram fazer um vinho juntos e compraram um armazém de vinho do Porto no Vale de Mendiz. Nasceu a Wine & Soul com o vinho Pintas (nome do pointer do casal). Vinho de garagem com origem em uma vinha com mais de 70 anos.
Jorge é consultor de várias vinícolas no Douro e já trabalhou na Niepoort. Sandra trabalha com Cristiano Van Zeller na Quinta Vale Dona Maria, além de ser enóloga na vinícola de sua família a Quinta da Chocapalha.



Após o sucesso do Pintas o casal produziu o branco Guru, o Pintas Character, o Manoella e o Quinta da Manoella Vinhas Velhas, além de produzir uma pequena quantidade de vinho do Porto e azeite extra virgem. Os enólogos têm comprado outras propriedades e investido na restauração de vinícolas antigas da região, como a Quinta do Passadouro que será voltada para o turismo. Seus vinhos podem ser encontrados na Adega Alentejana.



Vale a pena experimentar, vinhos deliciosos e muito bem feitos.

Cheguei à Quinta do Crasto e fui recebida pela simpática Andréia. Uma vinícola familiar de mais de 100 anos que produz principalmente tintos.


A história dessa quinta data de 1615 na primeira feitoria. No começo do século XX a vinícola foi comprada por Constantino de Almeida e em 1923 com sua morte, Fernando de Almeida (seu filho) continuou sua gestão produzindo vinhos do Porto de alta qualidade.
Leonor Roquette (filha de Fernando de Almeida) e seu marido Jorge Roquette assumiram a gestão da empresa em 1981 com ajuda de seus filhos Miguel e Tomás, remodelando a vinícola e produzindo vinhos tranquilos DOC Douro, amplamente conhecidos internacionalmente.



Nossa degustação foi na casa da família, além da Andreia (responsável pelo enoturismo), a senhora Rita Roquette nos recebeu muito bem e foi muito atenciosa, não tenho como agradecer a gentileza.
Provei vários vinhos muito bons, alguns que não conhecia.


Visitas inesquecíveis, Casa com Vinho.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um pequeno vídeo da minha visita à Taylor's, minha ida de trem do Porto para o Douro, e um jantar fantástico com o pessoal da Quinta da Casa Amarela...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Meu último dia no Porto e chegada ao Douro


Minha visita em 04/02 foi à Taylor's, uma empresa muito antiga que se inicia com a chegada do comerciante inglês Job Bearsley à Portugal. O senhor Bearsley produzia vinhos tintos magros e tranquilos, porém seu filho mais velho Peter foi morar no Douro Superior (colinas selvagens e rochosas) e tornou-se cônsul britânico em Viana. Apesar de ser uma região a ser desbravada produzia vinhos mais robustos e intensos, preferidos pelo mercado inglês.

O local é lindo e abaixo podem ver os vinhos que provei.




Eles fazem eventos, almoços e jantares nesse local.

Saindo de lá peguei um trem e rumei para o Douro.



Cheguei à estação do Douro...


Cheguei ao CS Vintage House no Douro. Um hotel que integra o antigo e o moderno. Muito bonito e aconchegante.



 Essas paisagens são da sacada do meu quarto no hotel.

No mesmo dia recebi um convite de pessoas muito especiais para jantar com eles, em sua casa pois havia um grupo de brasileiros que jantaria lá na mesma noite.
Não tenho palavras para agradecer o carinho com que a senhora Laura, o senhor Gil e seu filho Gil Elísio me receberam.
A Quinta da Casa Amarela é uma vinícola familiar situada na margem esquerda do Douro desde 1885 com produção de vinhos D.O. Douro e vinhos do Porto.



Os vinhos são fantásticos, produzidos com muito cuidado e respeito ao consumidor. Eles também promovem o enoturismo na propriedade, cursos, eventos. Pena que era noite e não pude conhecer, mas com certeza irei quando voltar ao Douro.




Foi uma noite memorável, a comida estava perfeita, as companhias eram maravilhosas. Pena que eu não estava bem disposta do estômago, e eles foram muito compreensíveis e atenciosos. Muito obrigada amigos da Quinta da Casa Amarela (os vinhos podem ser comprados no Brasil na Épice).