segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sobrecoxa recheada com cogumelos servida com couscous e brócolis Casa com Auguste Bessac


Em 14/06/12 estive em São Paulo fazendo um curso de vinhos de Portugal com o Santanita (http://www.portugalwineexpert.com/) e para retribuir por ter ficado no meu irmão fiz uma janta para ele e minha cunhada. Como não conhecíamos esse vinho minha cunhada se baseou na revista da Wine.com, lá eles indicavam harmonizar com aves, com farofa e cogumelos (entre outras sugestões).


Sobrecoxa recheada com cogumelos servida com couscous e brócolis


Ingredientes:

600gr Sobrecoxa de frango desossada
400gr Cogumelos variados cortados
100gr Cebola brunoise
200gr Manteiga
4 galhos de Alecrim picado
Sal quanto baste
Um pouco de fundo de legumes (veja a receita AQUI)
  
Modo de Preparo:

1- Desosse as sobrecoxas ou compre desossadas.
2- Aqueça metade da manteiga e sue a cebola.
3- Agregue os cogumelos e deixe alguns minutos mexendo, corrija o sal, acrescente o alecrim, desligue e reserve para esfriar um pouco.
4- Tempere as sobrecoxas com sal e recheie com os cogumelos. Amarre as sobrecoxas com barbante.
5- Coloque o frango em uma assadeira, distribua o restante da manteiga sobre os frangos, coloque um pouco de fundo de legumes na assadeira.
6- Leve o frango ao forno a 180oC e asse por aproximadamente 40 minutos, virando para dourar por igual .

Couscous Marroquino

Ingredientes:

150gr Sêmola para couscous
150ml Fundo de legumes (veja a receita AQUI)
50gr Amêndoa picada
50gr Damasco picado em cubos médios
50gr Figo seco picado em cubos médios
3 ramos de Manjericão chiffonade
60 ml Azeite
Sal quanto baste

Modo de Preparo:

1- Coloque a sêmola em um bol, acrescente o azeite e um pouco de sal e misture.
2- Ferva o fundo de legumes, coloque no bol da sêmola, misture e cubra com um filme plástico.
3-Enquanto hidrata pique as amêndoas, o damasco, o figo e as folhas de manjericão.
4- Solte o couscous com um garfo, acrescente os ingredientes picados, mexa com um garfo, corrija o sal e sirva com o frango.


Brócolis ao alho e óleo

Ingredientes:

200gr Brócolis ninja em floretes (as "arvorezinhas")
50g Alho fatiado
60 ml Azeite
Sal quanto baste

Modo de Preparo:

1- Branquear o brócolis na água com sal grosso.
3- Coloque o azeite e o alho em uma panela, ligue o fogo e sem parar de mexer a panela deixe começar a dourar.
4- Acrescente o brócolis, deixe de 2 a 3 minutos até ficar al dente, corrija o sal e sirva com o frango e o couscous.

Veja a HARMONIZAÇÃO COM VINHO

Auguste Bessac Lirac Casa com Sobrecoxa Recheada com Cogumelos Servida com Couscous e Brócolis



Vinho: Auguste Bessac Lirac 2010
Pratos: Sobrecoxa Recheada com Cogumelos Servida com Couscous e Brócolis (Ver as receitas do prato testado da Chef Karina P. Papa AQUI)
Casta:  Grenache, Syrah, Mourvèdre e Cinsault  
Safra: 2010 
Vinícola: Auguste Bessac 
Álcool: 15° 
País: França 

Análise do vinho:

Vinho tinto cor rubi intenso, brilhante e límpido.
No olfato vinho franco, aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias, tostado e aromas terciários como sous bois. Na boca apresentou-se com boa acidez, taninos elegantes, frutas vermelhas, persistência média.

Esse vinho é encontrado no clube da Wine.com.br, foi encontrado a preços a partir de  R$ 72,25 (para sócios do clube) e R$ 85,00 (para não sócios em 08 de julho de 2012.

Harmonização

Como não conhecíamos o vinho minha cunhada consultou a revista da Wine.com e as sugestões de harmonização eram: Vinho para cabrito assado, pato, galeto recheado com farofa, polenta com cogumelos e pimentão recheado assado.
      O vinho era um pouco potente para o prato que fiz, o vinho sobressaiu ao prato, mas não ficou       desagradável, apenas não foi a combinação perfeita. É um bom vinho, com bom custo benefício para vinho francês.
 Fica a recomendação para um momento de informalidade, para receber os amigos CASA COM VINHO.


Origem do Couscous Marroquino

Existem algumas referências sobre a origem do Couscous e sua difusão pelo mundo.
Uma das versões é que é um prato originário do Magrebe (região do norte de África) e consiste em um preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo. Foi difundido à partir de Tribos Bérberes do Marrocos que ofereciam a iguaria aos viajantes.
Outra referência (site do ig) escreve: "Os africanos dizem que ele deriva do som da sêmola chiando na cuscuzeira durante o cozimento a vapor. Na sua forma original, o cuscuz de Magreb é feito com sêmola de trigo, sendo muito típico o de carneiro. Mas há variações: pode ser acrescido de caldo de carne e legumes, de grão-de-bico, de uva-passa, de tâmaras.

Não há registros precisos sobre como o cuscuz se espalhou pelo mundo e se tornou uma receita tão querida e popular. Uma das hipóteses é a de que o prato teria chegado à Europa com a invasão muçulmana à Península Ibérica, no século XIII. Livros de receitas da época comprovam a assimilação. De lá, os judeus sefarditas europeus, tendo incorporado o cuscuz à mesa, levaram o prato para os locais em que se exilaram, como Itália e Oriente Médio, após serem expulsos da Península Ibérica, em 1492, na época da Guerra Santa.
Para outros autores, o cuscuz teria chegado antes na Sicília. A localização geográfica dessa ilha italiana, muito próxima da costa africana, principalmente da Tunísia, torna muito viável essa teoria. Os sicilianos se agarram com força e muito prazer à tradição. Todo o ano, na cidade de San Vito Lo Capo, realiza-se a Cous Cous Fest , em que são convidados países que tem a cultura do cuscuz. O objetivo é reunir as receitas representativas no mundo".


No Brasil, pode ser feito à base de farinha ou polvilho, de milho, arroz ou mandioca. Salgada e levemente umedecida, a massa é posta a marinar para incorporar o tempero. Daí, tem a sua cocção pela infusão no vapor. Pode ser incrementado com outros ingredientes, como é o costume do sudeste do Brasil, ou apenas ir acompanhado de leite, ovos, manteiga ou carne-de-charque, como é a preferência no nordeste. O cuscuz preparado no cuscuzeiro pode ser de milho, carimã e tapioca, iguaria muito comum no Nordeste do Brasil, encontrado comumente na Feira de São Joaquim em Salvador.

Além do Brasil, o cuscuz também é consumido em outros países da América Latina. A Portugal acredita-se que chegou no reinado de D. Manuel I (1495-1521), sendo mencionado na obra de Gil Vicente. A grafia francesa couscous, é frequentemente usada para todas as variações deste prato em livros de culinária europeus.
Em Cabo Verde o cuscuz é um bolo tradicional, feito com farinha de milho, e cozido a vapor num recipiente de barro especial (binde), análogo a uma cuscuzeira. Leva pouco açúcar e é normalmente comido quente, às fatias, com manteiga.